Toczeks que fizeram história - parte V
Hernandez Toczek era, e ainda é, um descendente de poloneses que estabeleceram residência, muitos anos atrás, em uma pequena cidade no interior do México. Como todo bom jovem mexicano, sentiu que era preciso conseguir uma vida melhor nos Estados Unidos. Passou a fronteira de forma legal, dentro do porta-malas de um carro. (Não faça essa cara! É legal andar no porta-malas sim senhor(a)!)
Em Los Angeles, sem cartão de imigração ou qualquer tipo de apoio das autoridades daquele país, o único trabalho que conseguiu foi o de jardineiro em uma enorme mansão. Não conheceu seu patrão de imediato. Os seus contratantes argumentavam que isso era porque ele era uma pessoa muito importante, por isso era necessária certa discrição e alguns segredos.
O jardim era lindo! A grama era tão verde e bonita que parecia que dava para fazer salada. Rumores entre os funcionários diziam que uma vez um homem que cuidava da piscina comeu aquela grama no almoço, e tinha gosto de rúcula!
Hernandez estava impressionado com o tamanho da casa. Quando pequeno, nem mesmo sua imaginação conseguia conceber algo tão grandioso. Curioso e sem noção de perigo, resolveu que daria um jeito de conhecer a casa por dentro, queria saber como era ser um magnata. Naquele momento havia um caminhão descarregando muitas plantas exóticas que supostamente enfeitariam os aposentos do milionário. Muito esperto, Hernandez pegou um monte de folhas podadas no jardim e cobriu seu corpo, de forma que quando agachado qualquer um pensaria que era uma legítima Calvincera dos Alpes, planta rara.
Seu movimento furtivo foi perfeito, e em poucos instantes os carregadores o levaram escadas acima e já estava dentro do quarto do tal ricaço. Meu Deus! Aquilo era maior do que a casa onde ele viveu a maior parte de sua vida. A cama devia ser do tamanho da varanda da casa dele, e o banheiro era de um conforto que ele nunca soubera que existia.
Aqueles foram os melhores momentos da vida dele. Nadou na banheira, assistiu dois filmes na enorme tela de plasma enquanto comia todos os tipos de guloseimas européias possíveis, que estavam no frigobar. Pulou na cama, experimentou roupas e jogou muito vídeo-game. Se divertiu tanto que nem viu o tempo passar.
Estava ele deitado na cama, olhando a pintura de dois anjinhos no teto, quando escutou alguém mexendo na fechadura da porta. Era o chefe!
Mais que depressa pulou da cama, jogou o pijama no chão e completamente nu tentou vestir sua roupa de Calvincera dos Alpes antes que o chefe entrasse. Não conseguiu. O homem alto, branco, com terno caro estilo anos oitenta se deparou com meu parente seminu, tentando se esconder atrás das folhagens.
-Er... seu... é.... eu posso explicar.. não é nada....
-Oh my God.. you.. you..
-Calma, calma, já estou de saída, não chame a polícia por favor.
-You.. oh... you.. no!
-Ei, tudo bem?
-You.. I... you.. oh!
O homem deitou no chão segurando o peito, parecia que não estava bem. Hernandez, com a culpa nos ombros, correu para a ajudar o estranho senhor, mas quando chegou perto ele se assustou ainda mais e gritou desesperadamente por socorro. Agora a culpa dava lugar à covardia. O polaco mexicano se vestiu de planta exótica de novo e pulou pela janela de cabeça na piscina, que era logo abaixo. Se secou e continuou trabalhando como se nada tivesse acontecido. Quanto ao milionário, os atentos leitores do Asnático já devem ter imaginado o que aconteceu. Caso você não tenha compreendido, clique aqui.
Abraços.
Em Los Angeles, sem cartão de imigração ou qualquer tipo de apoio das autoridades daquele país, o único trabalho que conseguiu foi o de jardineiro em uma enorme mansão. Não conheceu seu patrão de imediato. Os seus contratantes argumentavam que isso era porque ele era uma pessoa muito importante, por isso era necessária certa discrição e alguns segredos.
O jardim era lindo! A grama era tão verde e bonita que parecia que dava para fazer salada. Rumores entre os funcionários diziam que uma vez um homem que cuidava da piscina comeu aquela grama no almoço, e tinha gosto de rúcula!
Hernandez estava impressionado com o tamanho da casa. Quando pequeno, nem mesmo sua imaginação conseguia conceber algo tão grandioso. Curioso e sem noção de perigo, resolveu que daria um jeito de conhecer a casa por dentro, queria saber como era ser um magnata. Naquele momento havia um caminhão descarregando muitas plantas exóticas que supostamente enfeitariam os aposentos do milionário. Muito esperto, Hernandez pegou um monte de folhas podadas no jardim e cobriu seu corpo, de forma que quando agachado qualquer um pensaria que era uma legítima Calvincera dos Alpes, planta rara.
Seu movimento furtivo foi perfeito, e em poucos instantes os carregadores o levaram escadas acima e já estava dentro do quarto do tal ricaço. Meu Deus! Aquilo era maior do que a casa onde ele viveu a maior parte de sua vida. A cama devia ser do tamanho da varanda da casa dele, e o banheiro era de um conforto que ele nunca soubera que existia.
Aqueles foram os melhores momentos da vida dele. Nadou na banheira, assistiu dois filmes na enorme tela de plasma enquanto comia todos os tipos de guloseimas européias possíveis, que estavam no frigobar. Pulou na cama, experimentou roupas e jogou muito vídeo-game. Se divertiu tanto que nem viu o tempo passar.
Estava ele deitado na cama, olhando a pintura de dois anjinhos no teto, quando escutou alguém mexendo na fechadura da porta. Era o chefe!
Mais que depressa pulou da cama, jogou o pijama no chão e completamente nu tentou vestir sua roupa de Calvincera dos Alpes antes que o chefe entrasse. Não conseguiu. O homem alto, branco, com terno caro estilo anos oitenta se deparou com meu parente seminu, tentando se esconder atrás das folhagens.
-Er... seu... é.... eu posso explicar.. não é nada....
-Oh my God.. you.. you..
-Calma, calma, já estou de saída, não chame a polícia por favor.
-You.. oh... you.. no!
-Ei, tudo bem?
-You.. I... you.. oh!
O homem deitou no chão segurando o peito, parecia que não estava bem. Hernandez, com a culpa nos ombros, correu para a ajudar o estranho senhor, mas quando chegou perto ele se assustou ainda mais e gritou desesperadamente por socorro. Agora a culpa dava lugar à covardia. O polaco mexicano se vestiu de planta exótica de novo e pulou pela janela de cabeça na piscina, que era logo abaixo. Se secou e continuou trabalhando como se nada tivesse acontecido. Quanto ao milionário, os atentos leitores do Asnático já devem ter imaginado o que aconteceu. Caso você não tenha compreendido, clique aqui.
Abraços.
6 comentários:
só não entendi o pq da parada :P mas td bem, bom texto, e vai q tem um toczek no testamento hein ^^
*parada cardiaca
Que bom que agora sei a verdade, afinal ele tentou me contar e não conseguiu. Mas acho que ele perdoa seu parente, que de certa forma o libertou desse mundo cruel.
=)
"(Não faça essa cara! É legal andar no porta-malas sim senhor(a)!)"
ahiuahauihauihaui Adoreei...!
Quem será o ilustre anônimo?
Idem ao senhor ilustre anônimo!!!
ashhahshahs
=** primo
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